Resumo

Título do Artigo

SISTEMAS ALIMENTARES SUSTENTÁVEIS: O PAPEL DAS ONGS E RESTAURANTES NO SUL GLOBAL
Abrir Arquivo

Tema

Agronegócios e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Omar Ouro-Salim
- UFG- RC
2 - Ayawovi Djidjogbe Fanho
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - PGDR - Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural Responsável pela submissão

Reumo

Introdução
O desperdício de alimentos (DA) representa uma das falhas mais paradoxais do sistema alimentar global, comprometendo simultaneamente a integridade ambiental, a resiliência econômica e a justiça social. Aproximadamente um terço de todos os alimentos produzidos para consumo humano é perdido ou descartado — uma realidade alarmante que agrava as emissões de gases de efeito estufa (GEE), esgota os recursos naturais e intensifica a insegurança alimentar, particularmente no Sul Global (Kusumowardani et al., 2022; Pace, 2023).
Problema de Pesquisa e Objetivo
Dada a urgência ecológica e as implicações socioeconómicas, este estudo faz a seguinte pergunta: “Como podem os restaurantes ajudar a mitigar a escalada do DA com o auxílio de ONGs, particularmente sob a perspectiva do modelo 3R, no Brasil e Togo?” Através da integração teórica dos princípios da TI, este estudo visa identificar estratégias práticas que possam catalisar transições sustentáveis nas paisagens alimentares urbanas e rurais (Skaf et al., 2021).
Fundamentação Teórica
Em contextos de alimentação coletiva, como refeitórios universitários, o DA pode representar um problema significativo, uma vez que muitas vezes não há incentivos financeiros para minimizar o consumo. O risco de desperdício é amplificado pelo perfil dos usuários: restaurantes universitários atendem predominantemente jovens estudantes, que tendem a desperdiçar mais do que adultos. Uma medida para mudar esse comportamento é a implementação de campanhas de conscientização focadas na redução do DA em refeitórios.
Metodologia
Este estudo emprega uma abordagem qualitativa para analisar a gestão de DA através das lentes da TI e da estratégia do modelo 3R. Devido às suas diversas origens socioeconômicas e ao potencial das técnicas sustentáveis para melhorar a segurança alimentar, aliviar a pobreza e promover práticas sustentáveis, foram selecionadas duas cidades do Sul Global, Brasil e Togo. Quarenta e oito estabelecimentos alimentares receberam questionários com perguntas fechadas e abertas, que foram utilizados para recolher dados durante um período de seis meses em Brasília, a capital do Brasil, e em Lomé.
Análise e Discussão dos Resultados
O estudo, conduzido em Brasília e Lomé, identificou as causas de DA em restaurantes, bem como os procedimentos de gestão e regulamentos. Em Brasília e Lomé, 45,8% e 54,2% dos gerentes, respetivamente, afirmaram que o desperdício dos clientes era a principal fonte de resíduos. Outros fatores incluíram a degradação dos alimentos, erros de preparação e atendimento nos serviços. Esses achados estão alinhados com tendências mais amplas do setor alimentar, onde o DA é influenciado por fatores como a preparação, a sobreprodução de alimentos e o comportamento dos consumidores (Ashton et al., 2024).
Considerações Finais
Para prevenir e reduzir o DA, este estudo analisou como os restaurantes em países do Sul, especificamente no Brasil e no Togo, estão lidando com o modelo 3R. Verificou-se que os gestores de restaurantes tiveram dificuldades em implementar as estratégias 3Rs, devido a desafios operacionais, à falta de conscientização por parte dos consumidores, à infraestrutura inadequada, às regulamentações laxistas, à falta de formação, bem como à ausência de colaboração com ONGs e à pressão institucional frágil.
Referências
KUSUMOWARDANI, N. et al. Impact of plate size on food waste: Agent-based simulation of food consumption. Resources, Conservation and Recycling, 149, 550–565. (2019). Skaf, L. A., et al. [Título incompleto no trecho, mas referenciado sobre impactos do desperdício alimentar]. (2021).