Introdução
A energia é essencial ao desenvolvimento das sociedades, porém sua geração e transporte geram impactos ambientais, como a emissão de GEE que contribuem para as mudanças climáticas. Esses desafios reforçam a necessidade de integrar a sustentabilidade ao setor. No Brasil, a infraestrutura de transporte de energia é estratégica diante das dimensões continentais do país. O Plano Nacional de Energia (PNE) 2050 orienta sua expansão, considerando impactos ambientais e a sustentabilidade. Como os recursos energéticos geralmente estão distantes dos centros de consumo, a transmissão é fundamental.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O estudo busca responder à seguinte questão central: como a sustentabilidade é incorporada nas estratégias de infraestrutura de transporte de energia no PNE 2050? O objetivo geral é analisar o PNE 2050 sob a ótica dos três pilares da sustentabilidade. Já os específicos incluem: 1) Identificar as recomendações do plano na seção “Infraestrutura de Transporte de Energia” e seus aspectos ambiental, social e econômico; 2) Categorizar as iniciativas em seus respectivos pilares; 3) Apresentar um panorama das estratégias propostas e 4) Contribuir para o debate sobre políticas públicas no setor.
Fundamentação Teórica
Tecnologias aplicadas consideram mudanças climáticas, congestionamento e uso da rede sem grandes alterações na infraestrutura (13, 5). A modernização reduz impactos de novas construções, perdas e amplia a confiabilidade (9, 3, 11); em 2024, no Brasil, elas somaram 112.492 GWh, sobretudo na distribuição (1, 6). Fontes renováveis via RED diminuem dependência externa, favorecem regionalidade e aliviam a transmissão, mas sofrem com intermitência (7,10, 8). Integrar resiliência mitiga riscos, envolve custos e busca contemplar vulnerabilidade social, equidade e eventos climáticos extremos (2, 4, 12)
Metodologia
A pesquisa adota abordagem qualitativa e exploratória, baseada em dados secundários, com revisão da literatura e análise documental. A busca na base Scopus utilizou as palavras-chave energy, transportation, system e sustainability, combinadas por AND, selecionadas conforme relevância e aderência ao tema. A análise documental abrangeu o PNE 2050, elaborado pela EPE sob diretrizes do MME, na seção “Infraestrutura de Transporte de Energia”. Foram identificadas 15 estratégias, classificadas segundo os pilares econômico, ambiental e social do Triple Bottom Line.
Análise e Discussão dos Resultados
Das 15 estratégias identificadas, 13 concentram-se no pilar econômico, voltadas ao aumento da eficiência e maximização do lucro, ainda que algumas tenham efeitos secundários em outros eixos. No pilar social, a ênfase recai na disseminação de informações aos stakeholders, a fim de ampliar transparência, inclusão e aceitação. Já a única estratégia ambiental incentiva a descentralização da geração, favorecendo fontes renováveis minimizando a necessidade de novas infraestruturas e reduzindo impactos socioambientais, como alterações na paisagem, pressão sobre recursos naturais e conflitos sociais.
Considerações Finais
A expansão das infraestruturas de energia gera impactos socioambientais. A descentralização com REDs renováveis reduz dependência de grandes redes, e a diversificação da matriz mitiga mudanças climáticas. Eventos extremos exigem modernização e previsão, aumentando resiliência, mas com custos e riscos sociais. Apesar da sustentabilidade nortear o PNE 2050, as estratégias econômicas predominam sobre as demais, e evidencia a necessidade de priorizar abordagens que integrem os três pilares no planejamento energético nacional, pois o PNE é estratégico para subsidiar decisões sobre políticas pública
Referências
1)Brasil 2025. Balanço energético; 2)Byles, D. et al. 2024. Generation and transmission; 3)Correa, A. et al. 2019. Transmission network; 4)Gautam, M. et al. 2024. Resource planning; 5)Hou, W. et al. 2022. Electricity system; 6)Moufid, I. et al. 2025. Distribution performance; 7)Niembro-García, J. et al. 2022. Life cycle cost; 8)Nguyen, H. et al. 2024. Supply-demand; 9)Orfanos, N. et al. 2019. Power systems; 10)Ranjbar, H. et al. 2022. Distributed resources; 11)Wabukala, B. et al. 2024. Electricity security; 12)Weinand, J. et al. 2021. Public acceptance; 13)Zhong, Y.; LI, Y. 2024. Urban plannin