Resumo

Título do Artigo

Guarapuava em Dados: Indicadores de cidades inteligentes e sustentáveis como ferramenta estratégica para o ecossistema local de inovação
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Tema

Cidades Sustentáveis e Inteligentes

Autores

Nome
1 - Chrislaine Caroline de Souza
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE - UNICENTRO - Campus Santa Cruz Responsável pela submissão
2 - Silvio Roberto Stefani
Universidade Estadual do Centro Oeste - UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO
3 - Cláudio Luiz Chiusoli
Universidade Estadual do Centro Oeste - UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro Oeste - UNICENTRO

Reumo

Introdução
As cidades têm enfrentado desafios urbanos cada vez mais complexos, diante dos quais conceitos como o de cidades sustentáveis e cidades inteligentes surgem como respostas ao compromisso das cidades com o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental (Bibri & Krogstie, 2017). Conhecer e observar os indicadores de desempenho e monitoramento de cidades inteligentes e sustentáveis pode ser um aliado às governanças municipais (como os Ecossistemas Locais de Inovação) para identificar desafios e oportunidades.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O presente estudo busca responder ao seguinte problema de pesquisa: De que forma os indicadores presentes nos rankings nacionais de cidades inteligentes e sustentáveis podem ser utilizados como ferramenta estratégica para apoiar a tomada de decisão e o desenvolvimento do Ecossistema de Inovação no município de Guarapuava, no estado do Paraná? Desta forma, o objetivo geral deste estudo é compreender como os rankings nacionais de cidades inteligentes e sustentáveis (ranking CSC e IDSC-BR) podem apoiar o fortalecimento do Ecossistema Local de Inovação do município de Guarapuava-PR.
Fundamentação Teórica
O conceito de ecossistema de inovação tem sido popularizado há pelo menos 15 anos, com vários estudos e definições, os quais enfatizam a colaboração, a complementaridade e a presença de atores (Grandstrand & Holgersson, 2020). O crescimento populacional e a preocupação com o meio ambiente motivaram o estabelecimento dos ODS e a ISO 37120. Proença Junior e Duenhas (2020, p. 318) destacam que “a dinâmica das cidades inteligentes é diferenciada das cidades sustentáveis, já que é pelo uso de tecnologias inteligentes que se pauta para alcançar a sustentabilidade."
Metodologia
Este estudo se constituiu de uma pesquisa documental, de abordagem qualitativa, com caráter descritivo, a partir da análise dos rankings Connected Smart Cities da Urban Systems e o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades - Brasil, correspondentes ao município de Guarapuava-PR, considerando o último período ou a edição mais atual publicada. Além da análise documental, também se utilizou da análise de conteúdo a fim de constatar possíveis relações/similaridades ou discrepâncias entre os indicadores componentes dos dois rankings.
Análise e Discussão dos Resultados
No CSC, o município se encontra fora do ranking das 100 cidades mais inteligentes do país, com uma nota geral de 28,769 pontos. Destacou-se em apenas dois eixos: Urbanismo e Meio Ambiente. No IDSC-BR, encontra-se com nível de desenvolvimento sustentável médio (pontuação geral de 55,52 pontos), mas com boa classificação nacional. Dos 100 indicadores, o município atingiu somente 36 - não apresenta desempenhos homogêneos entre os ODS, sendo alguns mais desenvolvidos que outros. A análise conjunta entre o CSC e o IDSC-BR pode trazer outras percepções sobre os desafios urbanos e como resolvê-los.
Considerações Finais
Para o ecossistema local de inovação, a análise dos rankings de forma integrada pode ser muito útil na identificação de setores com baixa pontuação, gargalos e oportunidades de ação. Nesse contexto, o ecossistema pode mobilizar os atores locais (Instituições de Ensino Superior, startups, empresas, habitats de inovação, entidades de fomento, governo, instituições e a sociedade civil) para a proposição de soluções colaborativas orientadas pelos desafios urbanos e, portanto, fomentando a inovação no município.
Referências
Bibri, S. E., & Krogstie, J. (2017). Smart sustainable cities of the future: An extensive interdisciplinary literature review. Sustainable Cities and Society, 31, 183–212. Granstrand, O., & Holgersson, M. (2020). Innovation ecosystems: A conceptual review and a new definition. Technovation, 90–91, 102098. Proença Junior, M., & Duenhas, R. A. (2020). Cidades inteligentes e Cidades Sustentáveis: convergência de ações ou mera publicidade? Revista Brasileira de Planejamento e Desenvolvimento, Curitiba, 9(2), 317-328.