Resumo

Título do Artigo

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O FUTURO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO: CAMINHOS PARA A RESILIÊNCIA E SUSTENTABILIDADE
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Tema

Agronegócios e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Cíntia Raquel Peña
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Escola de Administração Responsável pela submissão
2 - Bruno Luís Peña
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
3 - Paulo Antônio Zawislak
Programa de Pós Graduação em Administração - UFRGS - Escola de Administração/UFRGS

Reumo

Introdução
O agronegócio brasileiro, essencial para a economia e para a segurança alimentar global, enfrenta pressões crescentes decorrentes das mudanças climáticas, que afetam a produtividade e desestabilizam as cadeias produtivas. Nesse cenário, a resiliência surge como conceito central para compreender e fortalecer a capacidade do setor de se adaptar e transformar diante de choques ambientais. Este artigo realiza uma revisão de literatura sobre o agronegócio brasileiro, buscando identificar estratégias, barreiras e oportunidades que sustentem práticas mais adaptativas e sustentáveis.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Apesar da disponibilidade de tecnologias e práticas sustentáveis para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta desigualdades de acesso, fragilidades institucionais e limitações em políticas públicas. Diante disso, como o setor pode fortalecer sua resiliência climática, especialmente entre pequenos e médios produtores, promovendo práticas mais sustentáveis e preventivas?
Fundamentação Teórica
A literatura sobre resiliência climática no agronegócio destaca cinco eixos: (a) impactos das mudanças climáticas sobre a produção e cadeias produtivas (Cerri, 2024); (b) resiliência agrícola como capacidade de resistir e se recuperar, com ênfase em agroecologia e diversificação (UNEP, 2021; Altieri, 2018); (c) estratégias adaptativas baseadas em manejo hídrico, tecnologias digitais e crédito climático (Chouhan et al., 2023); (d) políticas públicas como zoneamento e financiamento (Romani et al., 2015); e (e) desafios ligados à desigualdade, burocracia e inovação institucional.
Metodologia
Este estudo realizou uma revisão sistemática sobre resiliência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro frente às mudanças climáticas. Foram consultadas bases nacionais e internacionais (Scielo, Web of Science, CAPES Periódicos, Google Scholar) com descritores como “Resiliência”, “Agronegócio” e “Sustentabilidade”, aplicando critérios de relevância, atualidade e qualidade. Os achados abordam impactos climáticos, estratégias de adaptação, políticas e desafios sociais, fornecendo subsídios para fortalecer a capacidade adaptativa do setor.
Análise e Discussão dos Resultados
A análise revelou que a resiliência climática no agronegócio brasileiro é dinâmica e multiescalar, exigindo integração de práticas sustentáveis, inovação tecnológica, planejamento e políticas públicas. Mudanças climáticas afetam produtividade, cadeias de abastecimento e segurança alimentar de forma desigual. Estratégias promissoras incluem manejo hídrico eficiente, agroecologia, sistemas agroflorestais e tecnologias digitais, mas o acesso desigual e os desafios institucionais demandam políticas inclusivas, governança colaborativa e adaptação territorializada.
Considerações Finais
Este trabalho evidencia a resiliência climática no agronegócio como interface entre agricultura, meio ambiente, tecnologia e políticas públicas. A revisão integrativa revelou avanços e lacunas, indicando que o setor precisa superar respostas reativas e adotar abordagem preventiva, sistêmica e participativa. Fortalecer capacidades locais, valorizar saberes diversos, incentivar práticas sustentáveis e alinhar políticas públicas às demandas do campo são essenciais para aumentar a resiliência e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
Referências
Cerri, C. E.; Chouhan, S., Kumari, S., Kumar, R., Chaudhary, P. L.; Climate Policy Initiative/PUC-Rio; Eakin, H. C., Patt, A.; Eakin, H. C., Wehbe, M. B.; Embrapa; FAO; Fernandes, E., Assad, E., Pinto, H., Nassar, A.; Francis, C., Lieblein, G., Gliessman, S.; Gelinski Júnior, E., Dalla Costa, A., Gonçalves, F. de O.; IPCC; Matos, M., Pereira, J., Pacheco, C. S.; Mendes, P. J. V.; Meybeck, A., Lankoski, J., Redfern, S.; Obermaier, M., Rosa, L. P.; Oliveira, S. F., Prado, R. B.; Perlin, A. P., Bastos, M. F. L.; Romani, L. A. S., Bambini, M. D.; UNEP.