Resumo

Título do Artigo

QUALIDADE DA ÁGUA DE RIOS DA BACIA HIDROGRÁFICA DA BAÍA DE GUANABARA
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Tema

Gestão Ambiental

Autores

Nome
1 - Eluara Nunes Rodrigues
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - Estudante Responsável pela submissão
2 - Lilian Bechara Elabras Veiga
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - Gestão Ambiental
3 - Flavia de Almeida Vieira
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - Campus Rio de Janeiro

Reumo

Introdução
A Baía de Guanabara, localizada no município do Rio de Janeiro, apresenta constante e elevada poluição decorrente do descarte irregular de efluentes e resíduos sólidos (Alencar, 2021), cenário que é agravado pelos sistemas de saneamento básico precários e falta de tratamento de esgoto (BRITTO, 2003). Desta forma, os grandes índices de degradação ambiental comprometem não só a qualidade da água, mas também a biodiversidade e a saúde das comunidades locais que muitas vezes precisam dos corpos hídricos que estão comprometidos para sobreviver.
Problema de Pesquisa e Objetivo
A Região Hidrográfica da Baía de Guanabara foi escolhida como área de estudo devido à intensidade de poluição recebida. Nesta área, a qualidade da água tem sido historicamente comprometida pela poluição causada pelo lançamento direto e sem que haja um tratamento prévio, tanto de esgotos domésticos, quanto de resíduos industriais. O objetivo do estudo é avaliar a qualidade da água dos rios da RH-V, considerando parâmetros físicos, químicos e biológicos, identificar os impactos antrópicos, os níveis de contaminação e propor soluções para a recuperação e uso sustentável
Fundamentação Teórica
A água doce, embora essencial à vida, é um recurso limitado e distribuído de forma desigual no planeta (SUASSUNA, 2019). O aumento populacional, as mudanças climáticas e o uso inadequado dos recursos hídricos têm colocado o mundo diante de uma das principais crises do século 21, a escassez de água (BPBES, 2020). Embora seja um problema global, seus efeitos variam refletindo desigualdades sociais, econômicas e territoriais no planeta. Logo, o estudo analisou a qualidade da água dos rios da RH-V, considerando parâmetros físicos, químicos e biológicos, impactos antrópicos e níveis de contaminação
Metodologia
A metodologia adotada no estudo foi a pesquisa exploratória com o objetivo de levantar dados sobre o monitoramento da qualidade da água de rios da RH-V em trabalhos acadêmicos, foram sistematizados dados secundários do INEA referentes aos parâmetros OD, DBO, PT, NO³-, ph, turbidez, sólidos dissolvidos e coliformes termotolerantes (entre os anos 2012-2023) e gráficos do tipo Box Plot para visualizar a distribuição dos dados e identificar valores discrepantes segundo a Resolução CONAMA nº 357/2005. Os principais rios Caceribu, Guapi e Iguaçu (RH-V) foram utilizados para as análises metodológicas
Análise e Discussão dos Resultados
Com base na CONAMA 357/2005, foi possível analisar os valores presentados para cada parâmetros dos rios. Ao visualizar o box plot de DBO para o Rio Caceribu, é possível ver que diversos valores destoam do permitido de 5mg/L, indicando poluição elevada. A maioria das medianas se encontra abaixo de 5, porém 2017 foi um dos anos com maior índices de poluição. Ao analisar as médias dos parâmetros de cada um dos 3 rios, os parâmetros fósforo total, coliformes termotolerantes, DBO e OD apresentaram os maiores índices destoantes da resolução, indicando poluição constante nos corpos hídricos.
Considerações Finais
A comparação dos rios Caceribu, Guapi e Iguaçu com a CONAMA 357/2005 mostrou que não atendem aos padrões de águas doces classe 2 em parâmetros como fósforo total, coliformes, DBO e oxigênio dissolvido. A elevada DBO associada ao baixo OD indica despejo contínuo de esgoto, enquanto fósforo elevado aponta poluição por compostos fosforados e coliformes revelam contaminação fecal. Já nitrato, pH e turbidez permaneceram dentro dos limites. O cenário reflete deficiências na gestão ambiental, principalmente na gestão dos recursos hídricos, e a necessidade urgente de recuperação ambiental
Referências
Alencar Emanuel Baía de Guanabara descaso e resistência 2021 CNRH Resolução nº 32 de 15 de outubro de 2003 Resolução CONAMA nº 357 de 17 de março de 2005 BPBES Relatório temático água 2020 BRITTO Ana Lucia Implantação de Infraestrutura de Saneamento na Região Metropolitana do Rio De Janeiro 2003 CBH-BG ATLAS DA REGIÃO HIDROGRÁFICA V 2021 INEA BAÍA DE GUANABARA BACIA DA BAÍA DE GUANABARA 2023 Resolução CERHI-RJ no 107 de 22 de maio de 2013 UMCES Os Rios da Baía de Guanabara 2015 SANTOS Mariana Evolução temporal da eutrofização... 2014 SUASSUNA João A má distribuição da água no brasil 2019