Resumo

Título do Artigo

INOVAÇÃO, ENERGIA EÓLICA E CRÉDITOS DE CARBONO: Estratégias para a Consolidação da Economia Verde.
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Tema

Inovação para a Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Tatiane de Sousa Serafim
Universidade Federal do Ceará - UFC - Programa de Pós -graduação em Administração e Controladoria - PPAC Responsável pela submissão
2 - Rikelme Sales da Silva
Universidade Federal do Ceará - UFC - Programa de Pós-Graduação em Administração e Controladoria

Reumo

Introdução
A intensificação da crise climática e a urgência de reduzir emissões de gases de efeito estufa colocam a transição energética como prioridade global. Nesse cenário, os créditos de carbono, previstos desde o Protocolo de Quioto e reforçados pelo Acordo de Paris, surgem como instrumentos estratégicos para financiar projetos de baixo carbono (Mendes, 2024; Viola et al., 2008). No Brasil, a energia eólica destaca-se pela abundância de recursos naturais, maturidade tecnológica e apoio de políticas de incentivo (Júnior; Figueiredo; Travassos, 2022).
Problema de Pesquisa e Objetivo
De que maneira o ecossistema de inovação pode contribuir para consolidar a energia eólica como protagonista no mercado de créditos de carbono? O objetivo geral é analisar como a inovação tecnológica, as políticas públicas e os mecanismos financeiros podem potencializar a competitividade da energia eólica nesse setor. Especificamente, busca-se compreender o papel da digitalização, da rastreabilidade por blockchain e da regulação no fortalecimento da economia verde.
Fundamentação Teórica
Os créditos de carbono dividem-se em mercados regulados e voluntários, sendo instrumentos de compensação e incentivo a práticas sustentáveis (Prolo et al., 2021). A energia eólica, por sua vez, tem ampliado a eficiência com turbinas de grande porte e uso de inteligência artificial para otimizar produção (Dörterler; Arslan; Özdemir, 2024). Tecnologias como blockchain garantem rastreabilidade e reduzem fraudes (Netke et al., 2025). No Brasil, o futuro do setor depende do avanço de projetos como o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões – MBRE (Vieira et al., 2025).
Metodologia
A pesquisa adotou abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica sistemática e análise documental. Foram consultadas bases como Scopus, Web of Science e Google Scholar, além de relatórios institucionais da ANEEL (2023), EPE (2022), IEA (2025) e Banco Mundial (2023). A matriz SWOT foi utilizada como ferramenta analítica, permitindo identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças relacionadas à inserção da energia eólica no mercado de créditos de carbono, integrando evidências científicas e documentos técnicos (Simões; Santos, 2024).
Análise e Discussão dos Resultados
A análise SWOT apontou forças como a abundância de recursos eólicos no Brasil e a maturidade tecnológica das turbinas. Como oportunidades, destacam-se a expansão global do mercado de créditos de carbono (Banco Mundial, 2023), a rastreabilidade digital por blockchain e a atração de investimentos sustentáveis. Entre as fraquezas estão os elevados custos de infraestrutura (EPE, 2022) e falhas de integração entre políticas e mercado. Já as ameaças envolvem insegurança regulatória, oscilações de preços internacionais e conflitos socioambientais em comunidades locais.
Considerações Finais
O estudo demonstrou que a energia eólica, integrada a um ecossistema de inovação, pode se consolidar como vetor estratégico da economia verde, desde que apoiada por políticas públicas consistentes e mecanismos financeiros transparentesda expansão eólica. Contudo, fragilidades como limitações na infraestrutura e insegurança regulatória ainda são barreiras. Conclui-se que marcos regulatórios robustos, governança multissetorial e uso de tecnologias digitais são fundamentais para o avanço.
Referências
ANEEL. Abundância de recursos naturais favoráveis à geração de energia eólica no Brasil. Brasília, 2023. BANCO MUNDIAL. State and Trends of Carbon Pricing 2023. Washington: World Bank, 2023. IEA. Renewables 2024: Analysis and forecast to 2030. Paris: IEA, 2025. IRENA. World Energy Transitions Outlook 2023. Abu Dhabi: IRENA, 2023. VIEIRA, A. C. P. et al. O mercado regulado de carbono no Brasil. Estudos Avançados, v. 39, n. 114, 2025. NETKE, A. S. et al. Blockchain-Based Carbon Credit Ecosystem. IJRASET, v. 13, n. 1, p. 213-218, 2025.