Resumo

Título do Artigo

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ESTADUAL E AGENDA 2030: Entre a Adesão Retórica e a Apropriação Substantiva dos ODS no Brasil
Abrir Arquivo

Tema

Estratégia para a Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Marcelle Prata Freitas Freire de Carvalho
Universidade Federal de Sergipe - Programa de Pós Graduação Profissional em Administração Pública-PROFIAP Responsável pela submissão
2 - Herick santos Santana
-
3 - Cláudio Márcio Campos de Mendonça
Universidade Federal de Sergipe - Programa de Pós Graduação Profissional em Administração Pública-PROFIAP
4 - Rosângela Sarmento Silva
Universidade Federal de Sergipe - Programa de Pós Graduação Profissional em Administração Pública-PROFIAP

Reumo

Introdução
A Agenda 2030 (ONU, 2015) estabelece 17 ODS e 169 metas que integram dimensões econômicas, sociais e ambientais. A literatura aponta um desacoplamento institucional entre adesão retórica e integração operacional, quando compromissos formais não se traduzem em metas, indicadores e monitoramento ( Gabriel Arpini et al., 2023; Silva, 2018).
Problema de Pesquisa e Objetivo
em que medida os planos estratégicos estaduais incorporam substantivamente os ODS, para além da adesão retórica?
Fundamentação Teórica
O planejamento estratégico é reconhecido como um instrumento de gestão governamental, pois orienta a ação pública com base em objetivos de longo prazo, estratégias e indicadores que permitem monitorar o desempenho institucional (Bryson, 2018; Nascimento & Barros Neto, 2020).
Metodologia
Trata-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva, fundamentada na análise documental de 22 planos estratégicos estaduais disponíveis em portais oficiais até julho de 2025 (Creswell, 2014).
Análise e Discussão dos Resultados
adesão simbólica, quando há apenas menções superficiais; compatibilidade temática, com alinhamentos formais sem metas ou indicadores; e apropriação substantiva, caracterizada pela integração de objetivos estratégicos a metas mensuráveis, indicadores públicos e vínculos orçamentários.
Considerações Finais
A comparação revelou maturidade desigual: a maioria dos estados reconhece os ODS como referência, mas permanece no nível simbólico ou apenas temático, sem mecanismos de governança orientada a resultados. Paradoxalmente, os estados com maiores desafios socioeconômicos são os que menos utilizam os ODS como instrumento de planejamento, evidenciando que a baixa apropriação substantiva decorre de fragilidades institucionais e técnicas (Bichir, 2021).
Referências
Bichir, R. (2021). Novas agendas, novas questões: A produção acadêmica sobre o Programa Bolsa Família (2003-2020). Dados, 64(4), e20200308. Bryson, J. M. (2018). Planejamento estratégico para organizações públicas e sem fins lucrativos (5ª ed.). Bookman. Carvalho, S. A., Lazaro, L. L., Young, A. F., Coelho, R. R., Ortega, F. J., Hecksher, C. B., ... & Buckeridge, M. S. (2024). Assessing the Alignment of Brazilian Local Government Plans with the United Nations’ Sustainable Development Goals. Sustainability, 16(23), 10672. Conselho Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento (CONSEPLAN).