Introdução
A bicicleta, como modal ativo, é estratégica para a mobilidade sustentável por seu baixo custo, acessibilidade e contribuição à saúde, equidade urbana e redução de impactos ambientais. Alinhada à Agenda 2030 (ODS 3, 11 e 13), promove cidades mais seguras, inclusivas e resilientes. Contudo, fragilidades na infraestrutura, como em Campo Grande (MS), comprometem sua adesão. Este estudo analisa percepções de ciclistas locais, identificando perfis, motivações e desafios, a fim de subsidiar políticas públicas que fortaleçam a mobilidade ativa e a governança urbana.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Problema: Em Campo Grande (MS), a infraestrutura cicloviária apresenta fragilidades que comprometem segurança, eficiência e inclusão, e pouco se conhece sobre as percepções dos ciclistas quanto a essas condições, suas motivações e frustrações, o que limita políticas públicas eficazes de mobilidade sustentável.
Objetivo: Analisar as percepções dos ciclistas locais sobre a estrutura cicloviária, identificando perfis, motivações e desafios, a fim de subsidiar ações municipais que a tornem mais segura, inclusiva e sustentável.
Fundamentação Teórica
A bicicleta, embora reconhecida como transporte sustentável e democrático, enfrenta desafios estruturais em Campo Grande (MS), como fragmentação da malha cicloviária, insegurança e exclusão socioespacial, que ampliam desigualdades e limitam o direito à mobilidade. As percepções dos ciclistas emergem como indicadores estratégicos para o planejamento urbano, orientando políticas públicas sustentáveis e inclusivas. Experiências internacionais mostram que a integração entre governança, participação social e infraestrutura contínua fortalece a mobilidade ativa e resiliente.
Metodologia
A pesquisa baseou-se em revisão bibliográfica e levantamento documental, com dados secundários (Gil, 2022) tratados por abordagem qualitativa (Meira, 2025). Foram analisados artigos, dissertações, relatórios e normas sobre mobilidade urbana e bicicleta como modal ativo. O material foi categorizado em eixos: percepções dos ciclistas, benefícios ambientais e sociais e modelos de infraestrutura. A análise, guiada pelos ODS 3, 11 e 13, buscou identificar convergências e lacunas que orientem políticas públicas para cidades médias, com foco em Campo Grande (MS).
Análise e Discussão dos Resultados
As percepções dos ciclistas são centrais para a governança urbana, pois refletem interações entre condições urbanas e comportamento, influenciando adesão ou rejeição ao uso da bicicleta (Skinner, 1953; Martins, 2020). Experiências internacionais mostram que infraestrutura estruturada, políticas integradas e fiscalização fortalecem a mobilidade ativa (Cidades Sustentáveis, 2023). Em Campo Grande (MS), persistem fragilidades como desarticulação da rede e baixo financiamento, exigindo participação social e coordenação pública para uma mobilidade sustentável e justa.
Considerações Finais
Os estudos sobre as percepções dos ciclistas configuram instrumentos estratégicos para políticas públicas e planejamento urbano sustentável, ao revelar lacunas na infraestrutura e orientar investimentos mais eficazes e inclusivos. Em cidades médias, como Campo Grande (MS), a incorporação das demandas dos usuários pode consolidar uma malha cicloviária segura, contínua e integrada, ampliando a mobilidade ativa e a equidade socioespacial. A bicicleta, articulada a políticas consistentes e participação social, contribui para os ODS da ONU e para cidades mais inteligentes e responsáveis.
Referências
CIDADES SUSTENTÁVEIS. Bicicletas e cidades: mobilidade ativa para um futuro sustentável. São Paulo, 2023. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2022. MARTINS, G. P. V. Mobilidade urbana por bicicleta. Campo Grande: UFMS, 2020. MEIRA, A. Bibliometria e o futuro da pesquisa. Campo Grande, 2025. SKINNER, B. F. Science and human behavior. New York: The Free Press, 1953.