Resumo

Título do Artigo

CURITIBA E OS ODS: ALINHAMENTO ENTRE DEMANDA SOCIAL E POLÍTICAS PÚBLICAS
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Tema

Políticas Públicas para a Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Rodrigo José Gomes
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC - Centro Socioeconômico - Programa de Pós-Graduação em Administração Responsável pela submissão
2 - Antonio Lucas de Oliveira Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - Setor de Ciências Sociais
3 - Ariane Domborovski
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - Setor Ciências Sociais Aplicadas

Reumo

Introdução
Os ODS requerem governança multinível e indicadores adaptados à escala subnacional para orientar decisões baseadas em evidências (OECD, 2020; PNUD, 2024). Em contextos urbanos, a coerência envolve integrar planejamento, orçamento e avaliação, prevenindo ganhos setoriais que produzam perdas em outras metas (NILSSON; GRIGGS; VISBECK, 2016; ICSU, 2017). Analisamos Curitiba articulando demandas cidadãs e intensidade de políticas por ODS, avançando de descrições setoriais para um diagnóstico de alinhamento que apoie reequilíbrios incrementais (GLOBAL TASKFORCE, 2016; UCLG, 2020).
Problema de Pesquisa e Objetivo
Problema: em que medida as prioridades sociais atribuídas aos ODS convergem com a intensidade das políticas municipais em Curitiba? Objetivos: (i) mensurar desalinhamentos via GAP min–max por ODS; (ii) estimar a convergência entre prioridade média e ação pública (Spearman, Pearson); (iii) segmentar perfis de prioridade por clusterização; (iv) avaliar a associação entre Consciência/Engajamento (ICE) e percepção de progresso (FIELD, 2024; OECD, 2019; CRESWELL; CRESWELL, 2017).
Fundamentação Teórica
A PCSD demanda coordenação horizontal/vertical, avaliação de impactos e accountability ajustados ao contexto institucional (OECD, 2019). A localização dos ODS recomenda adaptar metas, integrar PPAs e instituir rotinas de monitoramento (GLOBAL TASKFORCE, 2016; UCLG, 2020; OECD, 2020). Como metas interagem, mapeamentos explícitos reduzem efeitos colaterais entre áreas (NILSSON; GRIGGS; VISBECK, 2016; ICSU, 2017). Participação e coprodução aumentam legitimidade, mas enfrentam assimetrias (OSTROM, 1996; FUNG, 2006; BOVAIRD, 2007; VOORBERG; BEKKERS; TUMMERS, 2015).
Metodologia
Realizou-se survey transversal (n=242; mai–jun/2024) medindo: importância dos 17 ODS e dos pilares (1–5), progresso percebido (1–5), conhecimento (1–5), engajamento percebido (1–4) e participação. A intensidade de políticas deriva de contagens municipais por ODS (2021–2024), normalizadas. Definiu-se GAP=Prioridade(0–1)?Políticas(0–1). Estimaram-se correlações de Spearman/Pearson; clusterização k-means (k=3); construção do ICE. Limitações: amostra não probabilística e possíveis vieses de método comum (PODSAKOFF et al., 2003; COHEN, 2013).
Análise e Discussão dos Resultados
Há convergência limitada entre prioridades e políticas (?=0,22; r=0,37). O ICE associa-se ao progresso (?=0,30) e o engajamento percebido isolado é o fator mais forte (?=0,47); conhecimento isolado é quase nulo e levemente negativo (?=?0,06). Maiores lacunas (GAP>0): ODS 6, 13, 14, 7 e 12; superoferta relativa: ODS 8. Achados confirmam a necessidade de tratar a Agenda 2030 como sistema interdependente, evitando ganhos setoriais com perdas ambientais (NILSSON; GRIGGS; VISBECK, 2016; ICSU, 2017).
Considerações Finais
O desalinhamento estrutural concentra-se em água, clima, energia e consumo responsável; trabalho e crescimento foram superatendidos no período. Estratégias de comunicação, participação e coprodução devem ampliar legitimidade e percepção de resultados. Pesquisas futuras: amostragem probabilística, georreferenciamento e métricas comportamentais de engajamento (WAMPLER, 2010; VOORBERG; BEKKERS; TUMMERS, 2015; FIELD, 2024).
Referências
Bovaird, T. 2007. COHEN, J. 2013. Field, A. 2024. Fung, A. 2006. Global Taskforce. 2016. ICSU. 2017. Le Blanc, D. Sustainable Development, 23(3). 2015. Lima, A. L. O., et al. Anais do SemeAd, 27. 2024a Lima, A. L. O., et al. Anais do ENGEMA, 26. 2024b Nilsson, M. et al. Nature, 534(7607). 2016. ONU. 2015. OECD. 2019. OECD. 2020. Ostrom, E. World Development, 24(6). 1996. PNUD 2024. PODSAKOFF, Philip M. et al. Journal of applied psychology, 88(5). 2003 UCLG. 2020. Voorberg, W. H. et al. Public Management Review, 17(9). 2015. Wampler, B. 2010. Penn State