Resumo

Título do Artigo

A CONTRIBUIÇÃO DO PROGRAMA MESTRADO PROFISSIONAL EM ÁREAS PROTEGIDAS NA AMAZÔNIA (MPGAP/INPA), PARA A GOVERNANÇA E SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA
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Tema

Estudos da Amazônia

Autores

Nome
1 - SILVANA FALCÃO DA COSTA
Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia - INPA - MPGAP - Mestrado profissional em Àreas Protegidas. Responsável pela submissão
2 - Ryan dos Santos Tolosa
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3 - Jheysse de Lima Jovaneli
Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia - INPA - ESBAM
4 - Geise de Góes Canalez
Universidade Federal do Amazonas - Universidade Federal do Amazonas / Instituto Natureza e Cultura
5 - Ordilena Ferreira Miranda
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Reumo

Introdução
A Criação de Unidades de Conservação não assegura, por si só, sua efetividade e junto a de recursos humanos e financeiros, pode colocar em risco a consolidação desses espaços. O Programa de Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas na Amazônia (MPGAP), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), assume um papel estratégico ao formar profissionais capacitados para enfrentar os desafios relacionados à governança e à sustentabilidade das Áreas Protegidas, destacando-se como pioneiro na formação de profissionais capacitados para os desafios da conservação ambiental.
Problema de Pesquisa e Objetivo
A abordagem central deste trabalho está em analisar a contribuição do Programa MPGAP/INPA para o fortalecimento da governança e a sustentabilidade, a partir dos estudos e pesquisas desenvolvidos na Amazônia, das dissertações defendidas no período 2010-2025.
Fundamentação Teórica
O MPGAP amplia a capacidade técnica para articular políticas locais com compromissos internacionais de sustentabilidade, em consonância com a reflexão de Bertoldi e Damasceno (2020) sobre a importância da governança transnacional em iniciativas como o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA). De igual modo, ao considerar os ODS como referência, o MPGAP contribui para fortalecer a inserção das APAs no planejamento ambiental dos municípios amazônicos, aspecto ressaltado por Moia (2024), ao evidenciar a centralidade da governança ambiental local na conservação e desenvolvimento sustentável.
Metodologia
A pesquisa combina métodos quali-quantitativos de caráter exploratório, buscando compreender a realidade a partir de diferentes perspectivas (MACHADO, 2023). Para isso, foram realizados levantamentos bibliográficos e uma investigação descritiva apoiada em análises documentais. Essa escolha segue a orientação de Figueiredo e Souza (2008), que destacam a importância da análise documental para entender processos institucionais e científicos.
Análise e Discussão dos Resultados
O MPGAP forma e gera novos profissionais capacitados para as complexidades do desenvolvimento sustentável na Amazônia para gestão em áreas protegidas. Até a presente pesquisa, foram produzidos um total de 130 dissertações, com média de 10 por ano desde o início das publicações (2012), com ênfase em pesquisas aplicadas à conservação e uso sustentável de recursos naturais. No início do programa a maioria das dissertações era de profissionais que já atuavam na gestão de áreas protegidas. Ao analisar as últimas dissertações, percebeu-se que parte delas são de discentes que nunca atuaram na área.
Considerações Finais
O MPGAP consolida seu papel estratégico na formação de profissionais qualificados para enfrentar os desafios da conservação na Amazônia. Com perspectiva multidisciplinar, o curso contribui para o fortalecimento das políticas públicas ambientais, o aprimoramento da gestão de áreas protegidas e a criação de lideranças locais capacitadas. Além disso, ao integrar atividades práticas em unidades de conservação e reservas de desenvolvimento sustentável, o programa aproxima a formação acadêmica das realidades socioambientais da região, aumentando sua relevância sua relevância social e científica.
Referências
BERTOLDI, M. R.; DAMASCENO, A.T. M. A conservação da biodiversidade na Amazônia e a governança transnacional ambiental: o Programa Áreas Protegidas da Amazônia – ARPA e o Parque Nacional do Cabo Orange. Revista de Direito da Cidade, v. 12, n. 2, p. 916-942, 2020. MACHADO, Jr. F. Metodologias de pesquisa: um diálogo quantitativo, qualitativo e quali-quantitativo. Devir Educação, v. 7, n. 1, 2023. MOIA, G. C. M. Governança ambiental nos municípios da Amazônia Legal brasileira através dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. 2024.