Introdução
A sustentabilidade ambiental é um dos maiores desafios atuais, exigindo equilíbrio entre economia, bem-estar social e preservação ambiental (Schult, 2024). No campo empresarial, torna-se requisito estratégico e ético, alinhado aos ODS da Agenda 2030 (Ferrari; Cabral; Salhani, 2022). Mais que indicadores técnicos, demanda mudança cultural e educativa. Nesse contexto, a música surge como recurso pedagógico e simbólico (Pizzolitto, 2024), capaz de sensibilizar e engajar, como mostrou a consultoria aplicada em empresa recifense ao integrar resíduos, cultura local e a canção “Rio Capibaribe”.
Contexto Investigado
A pesquisa ocorreu em uma empresa de tecnologia de pequeno porte na Região Metropolitana do Recife, com 15 anos de atuação e cerca de 30 colaboradores, em parte familiares. O gestor, pós-graduando em sustentabilidade, contratou a consultoria em dezembro de 2024 para mapear problemas e propor soluções. A intervenção usou a música regional e o Rio Capibaribe como recursos educativos e simbólicos para refletir sobre práticas ambientais, sendo seguida da implementação das ações desde janeiro de 2025.
Diagnóstico da Situação-Problema
O problema central era reduzir e controlar o descarte de plásticos (PEBD (Polietileno de Baixa Densidade) – sacolas plásticas, filmes, plásticos de embrulho; e papelão das embalagens, contribuindo para a sustentabilidade local. O diagnóstico apontou dois desafios principais: o alto volume de resíduos plásticos sem destinação adequada e a falta de sensibilização dos colaboradores quanto às consequências de suas práticas. A ausência de política ambiental reforçava o distanciamento da empresa em relação aos ODS 8, 11 e 12 da Agenda 2030.
Intervenção Proposta
A intervenção usou a canção Rio Capibaribe como disparador de debates, com entrevistas semiestruturadas (Guazi, 2021), grupos focais (Gondim, 2002) e análise temática reflexiva (Braun; Clarke; Hayfield, 2019). Como ações, destacaram-se: escuta ativa e reflexão coletiva; valorização do rio como patrimônio vital; integração de críticas sobre poluição e justiça social; práticas de gestão de resíduos com coleta, pesagem e parcerias; além de campanhas internas de conscientização para fortalecer a cultura sustentável.
Resultados Obtidos
A consultoria fortaleceu o engajamento socioambiental e alinhou a empresa aos ODS 8, 11 e 12. Localizada próxima ao rio Capibaribe, a gestão adotou práticas de separação e monitoramento de resíduos, destacando em maio 50 kg de papelão e 28 kg de plásticos. Apesar do maior volume de papelão, os plásticos geraram maior impacto financeiro (R$181,5 contra R$47,25), essencial para catadores. O uso da música regional ampliou o engajamento, transformando a sustentabilidade em compromisso ético, educativo e estratégico, ampliando a gestão em práticas estratégicas e sustentáveis.
Contribuição Tecnológica-Social
A consultoria introduziu mecanismos inovadores de gestão de resíduos e parcerias com catadores (ODS 12), aplicou metodologias qualitativas para diagnóstico e aprendizagem (ODS 8) e utilizou a música como tecnologia social, estimulando sensibilidade e criatividade. No campo social, engajou colaboradores, valorizou a cultura regional com a canção Rio Capibaribe (ODS 11) e aproximou empresa e comunidade. Assim, integrou inovação tecnológica e transformação social, reafirmando a sustentabilidade como compromisso ético, educativo e cultural.