Resumo

Título do Artigo

Aspectos econômicos, sociais e ambientais na intensidade do uso de energia por pernoite em meios de hospedagem de duas regiões do Rio Grande do Sul
Abrir Arquivo

Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - Rodrigo Schons Arenhart
UFSM - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS Responsável pela submissão
2 - Daniel Arruda Coronel
Universidade Federal de Viçosa - santa maria

Reumo

Introdução
A intensidade do uso de energia em meios de hospedagem é um indicador relevante para avaliar a sustentabilidade do setor, integrando dimensões econômicas, ambientais e sociais. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, há poucos estudos que articulem essas dimensões. Embora pesquisas como a de Rukmiyati et al. (2025) demonstrem que práticas de conservação de energia melhoram o desempenho financeiro em hotéis de alto padrão, e Soto (2023) destaque a relação entre ocupação e eficiência energética, poucas análises consideram contextos regionais e empreendimentos menores.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Este estudo busca preencher essa lacuna, de falta de estudos em contexto regional e com empreendimentos menores, investigando a intensidade do uso de energia por pernoite (kWh/pernoite) em meios de hospedagem de duas regiões do Rio Grande do Sul. Para isso, serão consideradas variáveis econômicas (taxas de ocupação, receita por quarto disponível e ocupado), ambientais (intensidade do uso de água por pernoite) e sociais (perfil dos colaboradores e número de pernoites por colaborador).
Fundamentação Teórica
A sustentabilidade no setor de hospedagem é pautada pela interação entre desempenho econômico, responsabilidade ambiental e impacto social. Rukmiyati et al. (2025) evidenciam que a conservação de energia e a comunicação ambiental são determinantes da rentabilidade. A eficiência energética varia conforme a localização, categoria e taxa de ocupação. Soto (2023) demonstra que hotéis com baixa ocupação tendem a maior intensidade energética por pernoite (kWh/pernoite). Neste trabalho, adota-se o indicador EUI.gn, medido em kWh/pernoite e já utilizado anteriormente, como em Melo et al. (2021).
Metodologia
Os dados coletados se referem a informações gerais, econômicas, sociais e ambientais das acomodações. Foi gerado um total de 31 indicadores, dos quais 10 foram selecionados para este trabalho. O número de respondentes efetivos que compõem a amostra de estudo foi de nove empresas (sete do Litoral Norte e duas da Região Central do Rio Grande do Sul). O procedimento metodológico utilizou estatística descritiva, para sumarizar as variáveis, correlação linear de Pearson, para verificar associações entre variáveis, e modelos de regressão linear múltipla, para predizer e explicar EUI.gn.
Análise e Discussão dos Resultados
A estatística descritiva mostra uma heterogeneidade relevante na amostra, possibilitando uma análise dos fatores que contribuem para esse resultado. A análise de correlação de Pearson indicou três variáveis com alta associação positiva e significativa com EUI.gn: idade de construção (BA), uso de água por pernoite (WUI.gn) e receita por quarto ocupado (ADR). Na regressão, um modelo com aspectos econômicos (ADR e Receita por quarto disponível (RevPAR)) e outro modelo com aspectos ambientais e sociais (WUI.gn e porcentagem de colaboradoras (Femp)) foram significativos para predizer EUI.gn.
Considerações Finais
O uso de variáveis sustentáveis (ADR, RevPAR, WUI.gn e Femp) auxiliou a predizer a intensidade do uso de energia por pernoite (EUI.gn) em meios de hospedagem em duas regiões do Rio Grande do Sul, através de dois modelos de regressão linear múltipla. Foi destacada a capacidade de predição do modelo econômico, considerando as variáveis ADR e RevPAR, e a significância do modelo ambiental e social, com variáveis que não são amplamente analisadas na literatura, principalmente Femp. Novos estudos podem considerar amostras maiores para generalizar os resultados encontrados neste trabalho.
Referências
Bastos et al. (2024); Coelho-Barros et al. (2008); Macedo et al. (2025); Melo et al. (2021); Permana et al. (2023); Rukmiyati et al. (2025); Schober et al. (2018); Soto (2023); Vordoubas (2025).