Resumo

Título do Artigo

DISCLOSURE AMBIENTAL: UMA ANÁLISE NOS RELATÓRIOS DE SUSTENTABILIDADE E FINANCEIROS DE EMPRESAS BRASILEIRAS
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Tema

Comunicação, Indicadores e Modelos de Mensuração da Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Nicolas Thies Ferreira
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2 - DANIELE DIAS DE OLIVEIRA BERTAGNOLLI
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3 - LIZIANE ALVES DE OLIVEIRA
UFSM - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - PPGACC Responsável pela submissão
4 - Jaqueline Carla Guse
FURB - Universidade Regional de Blumenau - Universidade Franciscana - UFN

Reumo

Introdução
Os eventos climáticos extremos no Brasil, como o rompimento de barragens e incêndios florestais, evidenciam a urgência de práticas empresariais alinhadas ao desenvolvimento sustentável. Neste contexto, destaca-se o mercado de créditos de carbono, mecanismo que incentiva a redução e compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE). No Brasil, a ausência de normatização específica para contabilização e tributação dos créditos de carbono dificulta a padronização e a transparência nas informações corporativas.
Problema de Pesquisa e Objetivo
A pesquisa tem como problema de pesquisa: Como ocorre o disclosure das informações sobre geração, contabilização e tributação dos créditos de carbono nos relatórios de sustentabilidade de empresas brasileiras? E o objetivo geral é analisar o nível de transparência e conformidade das informações divulgadas, com base em padrões reconhecidos internacionalmente, avaliando também diferenças entre setores de cosméticos e papel/celulose.
Fundamentação Teórica
O desenvolvimento sustentável é estruturado nos pilares social, econômico e ambiental, sendo respaldado por acordos internacionais como o Protocolo de Quioto e o Acordo de Paris. O mercado de créditos de carbono emerge como oportunidade para empresas brasileiras, que podem gerar ou adquirir créditos para compensação de suas emissões. A contabilidade ambiental fornece subsídios para mensuração e divulgação das ações ambientais. Internacionalmente, frameworks como GRI, TCFD e GHG Protocol orientam o disclosure ambiental, promovendo comparabilidade e confiabilidade das práticas.
Metodologia
O estudo é qualitativo, descritivo e documental, adotando abordagem de múltiplos casos sobre Suzano, Klabin, Natura Co e Grupo Boticário. Foram analisados relatórios de sustentabilidade e financeiros referentes aos exercícios de 2022 a 2024, disponíveis publicamente. A análise categorizou dados por eixos temáticos (geração, contabilização e tributação dos créditos de carbono; aderência a normas internacionais; comparações setoriais).
Análise e Discussão dos Resultados
Suzano e Klabin atuam como geradoras e vendedoras de créditos de carbono, com disclosure quantitativo e alinhado a frameworks internacionais. Natura &Co e Grupo Boticário os utilizam, com abordagem mais narrativa e menos técnica. Observam-se divergências na classificação contábil (estoques x intangíveis) e baixo detalhamento tributário. O setor de celulose mostra maior maturidade e padronização; o de cosméticos foca em inovação e economia circular, mas com menor profundidade em métricas.
Considerações Finais
Apesar dos avanços na adoção voluntária de boas práticas de disclosure ambiental, persistem desafios quanto à padronização, clareza e profundidade das informações contábeis e fiscais sobre créditos de carbono. A evolução da governança ambiental é notória, especialmente em empresas de papel e celulose. Recomenda-se aprofundar estudos setoriais e ampliar o escopo dos anos de análise para capturar a evolução longitudinal das práticas de sustentabilidade e integração à contabilidade tradicional.
Referências
CMMAD – COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1988. CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Orientações sobre o tratamento contábil de créditos de carbono, permissões de emissão e CBIOs. Brasília, 2024. GRI – GLOBAL REPORTING INITIATIVE. GRI 305: Emissions 2016. Amsterdã: GRI, 2021. ICC BRASIL; WAYCARBON. O mercado de carbono no Brasil: guia para empresas. São Paulo: ICC Brasil, 2023. GRI – GLOBAL REPORTING INITIATIVE. GRI 305: Emissions 2016. Amsterdã: GRI, 2021.