Resumo

Título do Artigo

Sustentabilidade bancária sob a óptica da GRI
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Tema

Comunicação, Indicadores e Modelos de Mensuração da Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Regina da Silva de Camargo Barros
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP) - UNIFESP Responsável pela submissão

Reumo

Introdução
A sustentabilidade, apesar de difundida, ainda é aplicada de forma superficial em muitas organizações, movida por pressões externas (DINIZ et al., 2020). A adoção crítica de práticas ESG/ASG é essencial para o desenvolvimento sustentável. No setor financeiro, reguladores e sociedade impulsionam políticas como a PRSA do Banco Central e a adesão a iniciativas como Princípios do Equador e ISE-B3. Relatórios GRI ampliam transparência e comparabilidade. Este estudo analisa o comprometimento dos bancos brasileiros com a sustentabilidade segundo tais padrões.
Problema de Pesquisa e Objetivo
A pesquisa orienta-se pela questão: sob à luz dos padrões GRI, qual é o nível de comprometimento efetivo dos bancos brasileiros com a sustentabilidade? O objetivo consiste em analisar ações efetivas dos bancos brasileiros que evidenciem compromisso com a sustentabilidade.
Fundamentação Teórica
A fundamentação teórica integra conceitos de sustentabilidade e sua aplicação no setor financeiro. Aborda a evolução conceitual e as pressões sociais por práticas responsáveis (3.1), a análise dos índices de sustentabilidade com destaque à Global Reporting Initiative – GRI (3.2), as práticas ESG e o desafio do greenwashing (3.3), a relação entre sustentabilidade e estratégia empresarial (3.4) e, por fim, as especificidades do setor financeiro brasileiro e suas iniciativas sustentáveis (3.5).
Metodologia
A pesquisa, exploratória e descritiva, analisou o comprometimento dos principais bancos brasileiros com a sustentabilidade, por meio de relatórios anuais (2019–2021) baseados na GRI (2016). A metodologia documental e qualitativa (Gil, 2022; Fachin, 2017) avaliou aderência às dimensões econômica, ambiental e social em bancos que concentram mais de 80% dos ativos. Houve avanços como inventários de emissões e metas de redução, mas persistem lacunas de transparência e padronização.
Análise e Discussão dos Resultados
A pesquisa descritiva avaliou o comprometimento dos principais bancos brasileiros com a sustentabilidade à luz dos indicadores GRI (2016). O Itaú destacou-se na dimensão econômica (70% em 2020–2021) e obteve 100% nos indicadores setoriais. O Bradesco evoluiu no ambiental (40% em 2019 para 63% em 2021) e liderou no social (75% em 2021). Banco do Brasil manteve estabilidade (~44%), Caixa teve baixa implementação e Santander apresentou o pior desempenho. Itaú e Bradesco consolidaram 62% em 2021 (Nogueira; Faria, 2012).
Considerações Finais
Este estudo analisou relatórios de sustentabilidade (2019–2021) dos cinco maiores bancos brasileiros segundo os padrões GRI (2016), com base na CMMAD (1987), no tripé de Elkington (2012) e na discussão sobre greenwashing. O Grau de Aderência (GA) apontou Itaú e Bradesco como líderes (62%), seguidos por Banco do Brasil (48%), Santander (37%) e Caixa (32%). O melhor desempenho ocorreu nos indicadores setoriais. Apesar dos avanços, persistem lacunas de transparência, indicando necessidade de maior integração socioambiental.
Referências
ANDREOLI, T. P.; BATISTA, L. L. Possíveis ações regulatórias do greenwashing e suas diferentes influências na avaliação de marca e no julgamento dos consumidores. Revista Brasileira de Marketing, v. 19, n. 1, p. 29–52, 2020. ANDREOLI, T. P.; CRESPO, A.; MINCIOTTI, S. What has been (short) written about greenwashing: a bibliometric research and a critical analysis. Revista de Gestão Social e Ambiental (RGSA), v. 11, n. 2, p. 54–72, 2017. ANDREOLI, T. P.; NOGUEIRA, A. C. V. Falsos discursos mercadológicos: greenwashing x bluewashing. Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, v. 15, n. 2