Resumo

Título do Artigo

PROCESSOS DE GOVERNANÇA DE RECURSOS COMUNS CONSIDERANDO STAKEHOLDERS
Abrir Arquivo

Tema

Governança e Sustentabilidade em Organizações

Autores

Nome
1 - Ademar Alves Vilarinho Sobrinho
FEA-RP/USP - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP - FEA-RO/USP Responsável pela submissão
2 - Lara Bartocci Liboni
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP/USP) - FEA-RP

Reumo

Introdução
Discussões e estudos considerando processos de governança de bens comuns tem se intensificado recentemente. Principalmente devido ao fato de que tais recursos comuns envolvem a participação de diferentes grupos de stakeholders, que possuem níveis de poder e interesse distintos em relação a tais bens comuns e podem ser impactados por projetos considerando estes bens comuns. Assim, torna-se necessário mapear processos de governança para ser possível propor processos de governança efetivos.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Por este motivo torna-se importante realizar uma revisão sistemática de literatura relacionada aos processos de governança de recursos comuns considerando os stakeholders. Assim, surge o seguinte questionamento: qual o estado da arte dos processos de governança de recursos comuns considerando stakeholders? Por meio da pergunta de pesquisa acima, objetiva-se com esta pesquisa analisar o estado da arte dos processos de governança de recursos comuns considerando os principais grupos de stakeholders.
Fundamentação Teórica
Devido à crescente complexidade das relações humanas com os recursos naturais Hardin idealiza o termo trajédia dos comuns, como forma de estudar formas de mitigar o mau uso dos recursos comuns (Hardin, 1968). Os recursos comuns são recursos compartilhados por muitas pessoas, e por isso sua utilização deve ser de feita de forma consciente (Ostrom, 1990). Esse uso consciente é necessário para garantir que as próximas gerações possam usufruir deste bem comum, (Elkington, 1998).
Metodologia
Pesquisa qualitativa e exploratória por meio de revisão sistemática de literatura. Foram buscados e analisados trabalhos que abordam processos de governança de bens comuns considerando grupos de stakeholders. A busca pelos trabalhos foi realizada na base de dados Web of Science. A busca pelos trabalhos foi realizada utilizando a estrutura de palavra chave a seguir: governance + “common pool resources” + “stakeholder*”. Foram considerados somente artigos, que foram analisados com base em reuniões, interação, conflitos e confiabilidade para verificar o nível de governança.
Análise e Discussão dos Resultados
Analisando e discutindo ops resultados foi possível constatar que as reuniões não são frequentes na maioria dos processos de governança, que a interação é mediana, e que existem níveis altos de conflitos. E que a confiabilidade é mediana. Estas análises fizeram com que os processos de governança analisados fossem considerados em sua maioria fracos, necessitando de maior engajamento dos stakeholders.
Considerações Finais
Para que os processos de governança se desenvolvam é necessário maior engajamento entre as partes interessadas, com mais reuniões, para que assim haja maior interação entre stakeholders. Isso contribuiria para que a confiabilidade entre eles possa aumentar, para que assim possam ser desenvolvidos processos de cooperação para uma melhor gerenciamento dos bens comuns por meio de processos de governança.
Referências
Elkington, J. (1998). Partnerships from cannibals with forks: The triple bottom line of 21st-century business. Environmental Quality Management, 8(1), 37–51. https://doi.org/https://doi.org/10.1002/tqem.3310080106 Freeman, R. E. (2015). Strategic management: A stakeholder approach. In Strategic Management: A Stakeholder Approach. https://doi.org/10.1017/CBO9781139192675 Ostrom, E. (1990). Governing the Commons: the Evolution of institutions for collective action. New York: Cambridge University Press.