Introdução
A discussão a seguir busca refletir sobre os desafios no consumo de bens orgânicos face às limitações de preço, aos custos inerentes ao modelo de produção desses bens e às características de acesso e disponibilização.
Fundamentação e Discussão
Tornar os bens orgânicos um componente básico na cesta de consumo das camadas populares ainda é um desafio no Brasil. Os produtos com esse selo têm beirado a gourmetização, pois são comercializados a preços maiores — em média, até 2019, eram 19% mais caros (ORGANIS, 2021, apud NORBERTO, 2021, p. 2). Devido a essas limitações, cria-se um nicho de mercado consumidor em que só as faixas de renda de maior salário podem escolher um estilo de vida mais saudável, enquanto às camadas assalariadas resta a condição de adquirir itens mais baratos, que geralmente são ultraprocessados.
Conclusão
De modo geral, em termos de alimentação, a saúde das classes assalariadas se torna alvo e agente de impactos dos ultraprocessados sobre o meio ambiente. A sua participação na redução de danos fica limitada ao âmbito da reciclagem e da destinação de materiais. São etapas importantes, mas que funcionam de forma mais catalizadora se acompanhadas de uma nutrição saudável, atrelada a uma produção sustentável e consumo consciente.
Referências
BRASIL. Lei nº 10.831, de 23 de dezembro de 2003. Dispõe sobre a agricultura orgânica e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.831.htm. Acesso em: 1 maio 2025.
BRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária (CNPO/MAPA). Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos. 2025. Brasília: Map, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/organicos/cadastro-nacional-produtores-organicos. Acesso em: 3 mar. 2025.
NORBERTO, Márcio (ed.). Pensando orgânico: cresce em 63% o número d