Resumo

Título do Artigo

SUSTENTABILIDADE NA CADEIA DO CAFÉ NO BRASIL: UMA INVESTIGAÇÃO CONSIDERANDO A REGIONALIDADE E OS ODS (OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL)
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Tema

Agronegócios e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Lara Luíza Silva Ferreira
Universidade Federal de Uberlândia - Faculdade de Gestão e Negócios - FAGEN Responsável pela submissão
2 - HENRIQUE PENATTI PINESE
Universidade Federal de Uberlândia - Fagen
3 - Bruno Roberto Martins Arantes
Universidade Federal de Uberlândia - Faculdade de Gestão e Negócios - FAGEN
4 - Luciana Carvalho
Universidade Federal de Uberlândia - Fagen

Reumo

Introdução
O Brasil é líder na produção de café e tem se destacado na adoção de práticas sustentáveis, sendo o maior fornecedor mundial de café certificado. Iniciativas como as Indicações Geográficas (IGs) reforçam a qualidade, a origem, a tradição, bem como a sustentabilidade, as certificações e a rastreabilidade dos produtos, agregando valor a toda a cadeia. Apesar dos avanços, ainda há lacunas quanto à relação entre IGs e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente em sua aplicação territorial e no detalhamento dos ODS impactados.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Problema: Quais são as práticas de sustentabilidade empregadas na cadeia do café no Brasil, considerando o contexto da regionalidade e qual sua relação com os ODS? O objetivo geral do estudo é compreender quais são as práticas de sustentabilidade empregadas na cadeia do café no Brasil considerando o contexto da regionalidade e sua relação com os ODS.
Fundamentação Teórica
A sustentabilidade expressa a preocupação com a integração indissociável entre aspectos humanos, ambientais, sociais e econômicos. A cadeia do café tem na sustentabilidade um de seus pontos críticos, uma vez que envolve todos estes aspectos, tanto do ponto de vista da produção quanto do consumo. As indicações geográficas permitem agregação de valor de seus produtos a nível social, por meio de processos coletivos entre os entes da cadeia, cultural por meio de laços culturais, econômico viabilizando a criação de produtos de alto valor agregado e ecológico, promovendo práticas sustentáveis.
Metodologia
A abordagem é qualitativa e documental e utilizou reportagens do sítio eletrônico Google Notícias, do período de 2018 a 2025. Foram empregados os buscadores ("café" AND "denominação de origem" AND "sustent*") e ("café" AND "indicação de procedência" AND "sustent*"). Inicialmente, foram encontradas 119 reportagens. Após a pré-análise foram eliminadas 79, restando 40 reportagens para o corpus. Foi realizada análise de conteúdo, considerando os critérios da representatividade e da pertinência na seleção dos dados. As categorias emergiram e foram identificadas a partir da literatura.
Análise e Discussão dos Resultados
Os resultados apontam para a presença de 14 regiões de IG nas reportagens. As práticas de sustentabilidade ambiental mais frequentes nas reportagens e nas regiões foram as certificações ambientais, produção sustentável e produção adaptada ao bioma. As práticas de sustentabilidade econômica destacaram a valorização territorial e do café por meio de IGs, o uso do turismo rural e de experiência e a expansão internacional. Quanto as práticas de sustentabilidade social, verificou-se a valorização da identidade cultural e territorial da região. Os ODS mais frequentes foram o 8, 12, 9, 10, 11 e 15.
Considerações Finais
As regiões de maior protagonismo foram o Cerrado Mineiro e as Matas de Rondônia. Estiveram em maior evidência as Denominações de Origem, seguido das Indicações de Procedência e de Marca Coletiva. O estudo permitiu verificar uma singularidade presente em cada região quanto a orientação de suas metas, bem como o alinhamento das Indicações Geográficas aos ODS, refletindo a diversidade regional e o vínculo com a sustentabilidade ambiental, econômica e social.
Referências
Feil, A. A., Schreiber, D. (2017). Sustentabilidade e desenvolvimento sustentável: desvendando as sobreposições e alcances de seus significados. Cad. EBAPE.BR, 14 (3), Rio de Janeiro. Vitorino, S. L., Avrichir, I. (2024). Estratégias sustentáveis nas Denominações de Origem: Conexão entre IG e ODS. Gestão & Regionalidade, 40. Girard, S. (2022). Can Geographical Indications promote sustainable shellfish farming? The example of Bay of Mont-Saint-Michel mussels. Marine Policy, 135.