Resumo

Título do Artigo

A CONSTRUÇÃO CIVIL E AS PRÁTICAS ESG: UM ESTUDO EM EMPRESAS DE CAMPINA GRANDE – PB
Abrir Arquivo

Tema

Comunicação, Indicadores e Modelos de Mensuração da Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Sandra Maria Araújo de Souza
Universidade Estadual da Paraíba - UEPB - Universidade Estadual da Paraíba - UEPB Responsável pela submissão
2 - Franciny Pereira Freire de Oliveira
Universidade Estadual da Paraíba - UEPB - Universidade Estadual da Paraíba
3 - Lucas Matheus Ferino Andrade
-
4 - Thomas Robson Lima da Silva
-

Reumo

Introdução
A construção civil é central para o desenvolvimento econômico, gerando empregos e movimentando o PIB, mas enfrenta desafios socioambientais, como consumo de recursos, geração de resíduos e emissões de CO? (CBIC, 2022). O debate sobre ESG tem crescido, porém o setor ainda apresenta estágio inicial de adoção, com foco social e fragilidade em governança e meio ambiente (Gil, 2021; Cruz, 2022). Este estudo analisa o estágio das práticas ESG em empresas de Campina Grande – PB, contribuindo para a prática e a pesquisa acadêmica.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O objetivo deste estudo é analisar o estágio das práticas ESG em empresas de construção civil do município de Campina Grande – PB, a partir dos Indicadores Ethos ASG (2022). O trabalho busca responder: em que medida as empresas locais incorporam aspectos de sustentabilidade socioambiental e de governança em suas estratégias e operações? Ao investigar o contexto local, busca-se não apenas mapear o nível de maturidade das empresas, mas também contribuir para o avanço do debate acadêmico e prático sobre sustentabilidade no setor.
Fundamentação Teórica
O conceito de sustentabilidade ganhou força nas décadas de 1960-70, com acidentes ambientais e conferências como Estocolmo, Rio-92 e Rio+20, culminando na Agenda 2030 e nos ODS (Campos, Melo e Meurer, 2007; Valle, 1995). O ESG, formalizado em 2004, abrange dimensões ambiental, social e de governança, impactando positivamente o desempenho financeiro. Na construção civil, setor relevante ao PIB e empregos, os impactos ambientais são altos. Pressões sociais e regulatórias têm impulsionado a adoção de práticas ESG, essenciais à sustentabilidade e competitividade.
Metodologia
A pesquisa é exploratória-descritiva, de abordagem quali-quantitativa, com 14 respostas válidas de 16 questionários aplicados a 40 empresas de construção civil em Campina Grande – PB. Utilizou-se a versão compacta dos Indicadores Ethos ASG (2022), abrangendo quatro dimensões: Visão e Estratégia, Governança e Gestão, Social e Ambiental, desdobradas em temas, subtemas e indicadores com estágios de maturidade de 1 a 5. As respostas binárias (sim/não) foram analisadas quantitativamente por estatística descritiva e qualitativamente por interpretação crítica.
Análise e Discussão dos Resultados
Os resultados mostram que a maioria das empresas de Campina Grande se encontra nos Estágios 2 e 3 de maturidade ESG, com poucos casos no Estágio 4 e ausência no 5. Visão e Estratégia são consideradas por 92,9%, mas só 60% incorporam-nas consistentemente. Governança avança em Código de Conduta, mas anticorrupção e fornecedores permanecem fracos. Social apresenta progressos em relações de trabalho e ciclo de vida de produtos, enquanto a dimensão Ambiental é crítica, com 76% sem medidas climáticas estruturadas, revelando desafios típicos da construção civil brasileira.
Considerações Finais
O estudo indica que empresas de construção civil em Campina Grande – PB estão nos Estágios 2 e 3 de maturidade ESG, com avanços sociais, mas lacunas em governança e ambiental, especialmente frente às mudanças climáticas. A pesquisa oferece diagnóstico regional, destacando limites e potencialidades. Limitações incluem tamanho da amostra e dados qualitativos restritos. Recomenda-se investimento em políticas ambientais e climáticas, monitoramento contínuo e ampliação de estudos inter-regionais e longitudinais para avançar na compreensão do ESG.
Referências
CBIC – CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO. ESG no segmento de obras industriais e corporativas. Brasília: CBIC, 2022. CRUZ, P. Mensuração do desempenho de environmental, social e governance–ESG e de inovação de empresas da construção civil no Brasil. 2022. 214 p.Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Tecnologia, Santa Maria - RS, 2022. GIL, A.R. Conservadorismo e inovações na construção civil: barreiras à sustentabilidade. Cadernos de Administração Pública, v. 17, n. 3, p. 54-70, 2021. INSTITUTO ETHOS. Indicadores ASG. E-book. (2022).