Introdução
A terceirização tem se expandido globalmente como uma estratégia adotada por empresas para aumentar a eficiência e reduzir custos; no entanto, essa prática também pode envolver riscos significativos, especialmente no que se refere à gestão contratual. Estudos como os de Diniz de Miranda e Mendonça Diniz (2023), Faria et al. (2024) ampliaram o debate sobre a gestão de riscos, com introdução de metodologias, especialmente para contratos de terceirização na esfera pública. No entanto, ainda são escassos os estudos relacionados à gestão de riscos em contratos de terceirização no setor privado.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Frente a contextualização apresentada, considerando os contratos de terceirização e os possíveis riscos associados tem-se o problema de pesquisa: Como os riscos nos contratos de terceirização de uma empresa siderúrgica podem ser identificados e mitigados? Em consequência, definiu-se como objetivo analisar a gestão de riscos de contratos de terceirização de uma empresa siderúrgica.
Fundamentação Teórica
A gestão de riscos é um processo sistemático e estruturado, voltado à identificação, avaliação e tratamento dos riscos que possam comprometer os objetivos organizacionais. Trata-se de uma prática central na governança corporativa, na medida em que considera os riscos como o efeito da incerteza sobre o alcance dos resultados estratégicos (Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2018). O atual contexto impulsionou a adoção de frameworks e metodologias que sistematizam etapas como identificação, avaliação, tratamento e monitoramento dos riscos estratégicos (Hardy et al., 2020).
Metodologia
Adotou-se abordagem qualitativa, de caráter descritivo, com procedimentos de natureza documental. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas e questionários aplicados a profissionais de gestão de contratos da empresa analisada. A análise dos dados foi conduzida por observação participante e análise de conteúdo, orientada por categorias pré-definidas do referencial teórico. Esse processo foi complementado pela aplicação de uma escala Likert de cinco pontos, adaptada de Sanches, Meireles e De Sordi (2011) e diferencial semântico proposto por Faria et al. (2024).
Análise e Discussão dos Resultados
Em síntese, os resultados evidenciam que a gestão de riscos em contratos de terceirização exige um olhar atento às fases de planejamento, definição do escopo e escolha da modalidade de contratação contratual, aliados a uma política ativa de integridade e controle institucional.
Considerações Finais
Do ponto de vista prático, concluiu-se que a gestão eficiente de contratos de terceirização passa por o modelo de gestão contratual mais integrado e multidisciplinar, que una aspectos técnicos, jurídicos, operacionais e éticos. Investir em ferramentas de apoio à decisão, protocolos claros, capacitação de gestores e canais formais de fiscalização aparece como caminho promissor para a mitigação sistêmica dos riscos identificados.
Referências
BUSTAMANTE, Carla V. Strategic choices: accelerated startups’ outsourcing decisions. Journal of Business Research, v. 105, p. 359-369, 2019.
FARIA, Alexandra de Oliveira; CARRARO, Edilane dos Reis; OLIVEIRA, Ualison Rébula; SCHOCAIR, Marília Medeiros; AMARAL, Marcelo Gonçalves. Gestão de Riscos em Contratos Públicos de Serviços Envolvendo Mão de Obra. Revista de Administração, Sociedade e Inovação, v. 10, n. 1, p. 59-79, 2024.
SILVEIRA, Adriano Dutra da. Gestão de Riscos da Terceirização: Atualizada de acordo com a nova legislação trabalhista. 3. ed. São Paulo: Badejo Editoria, 2021.