Resumo

Título do Artigo

QUALIDADE DE VIDA DOS SUBFORNECEDORES DO AÇAÍ: VALORIZAÇÃO DOS EXTRATIVISTAS DE RESEX
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Tema

Operações sustentáveis e Economia Circular

Autores

Nome
1 - Fabiana Rodrigues Riva
Fundação Universidade Federal de Rondônia - UNIR - Programa de Pós-Graduação em Administração - PPGA Responsável pela submissão
2 - DÉRCIO BERNARDES DE SOUZA
Universidade Federal de Rondônia (UNIR) - Programa de Pós-Graduação em Administração PPGA
3 - Taynara Cardoso de França
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4 - Jorge de Oliveira Gil
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5 - Patrick Jeckson Sousa da Cunha
Fundação Universidade Federal de Rondônia - UNIR - Porto Velho

Reumo

Introdução
O açaí é um produto da região amazônica que, ao longo das últimas décadas, conquistou o mercado de outras regiões do Brasil, além de outros países pelo mundo. É o uma das principais fontes de rende de reservas extrativistas, juntamente com a castanha-do-brasil. O açaí nativo, encontrado dentro da floresta nas regiões da amazona ocidental, pode chegar em torno de 30 metros de altura, podendo se localizar a quilômetros de distância da moradia do extrativista. A prática desta atividade também envolve alguns riscos.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Os produtores extrativistas de açaí, em determinadas regiões da Amazônia ocidental, podem ser considerados subfornecedores de uma cadeia, pois fazem a coleta do produto in natura, podem vender o produto para atravessadores ou direto para o primeiro beneficiamento do produto. Após esse beneficiamento é vendido para indústrias agregadoras de valor, sendo tanto pequena como grandes empresas. Por estarem na “ponta” da cadeia, e pelos riscos de coleta do produto, presente pesquisa tem como objetivo caracterizar as principais vulnerabilidades socioambientais dos extrativista da Resex Rio Outro Preto
Fundamentação Teórica
E no contexto atual, as operações sustentáveis são cada vez mais apresentadas também como uma forma de estratégia operacional em que sustentabilidade, resiliência e responsabilidade ambiental não são secundárias, mas centrais para a obtenção de um melhor alcance e excelência operacional. A responsabilidade tanto social como ambiental, pode ser promovida através da gestão de relacionamento com fornecedores, o que deve ser considerada um elemento central. No contexto amazônico, é importante considerar os atores que estão na base da cadeia, como extrativistas são vuneráveis socioeconomicamente.
Metodologia
Foi realizado: visita de campo para identificar as atividades desenvolvidas na Reserva Extrativista Rio Ouro Preto, em março de 2022 e em maio de 2025. Foram realizadas entrevistas semiestruturados referente as principais produções, modo de coleta da produção, período e fatores de risco da coleta, levando em consideração a vulnerabilidade dos extrativistas às condições ambientais. Posteriormente, foi realizada uma análise qualitativa das informações.
Análise e Discussão dos Resultados
A Reserva Extrativista Rio Ouro Preto (RESEX), em Rondônia, é composta por 12 comunidades, 204 mil hectares. O acesso à reserva ocorre por estradas não pavimentadas (“ramais”) ou por via fluvial, acessos precário, chegando a não ser possível ter acesso a algumas colocações no período das chuvas. Na pesquisa, foram identificadas as seguintes: castanha, açaí, pesca e seringa. Apesar do Plano de Manejo, as escolas, sistema de saúde são precários. Obrigando moradores a “dupla moradia", na Resex e nas cidades próximas. Existem riscos de saúde na coleta e pós-coleta, além do acesso ao mercado.
Considerações Finais
Ao se tratar de uma comunidade de produtores mais vulneráveis socioambiental e economicamente, políticas públicas deve sem as principais ações para a melhoria da qualidade de vida da comunidade, podendo influenciar até mesmo na salvaguarda e continuidade da existência da Reserva Extrativista Rio Ouro Preto. Ao estar envolvido em uma cadeia produtiva, com diversos atores, é relevante também ações de empresas e instituições de grandes varejistas, que possam contribuir com atividades para melhorar a qualidade e vida daos atores mais vulneráveis da cadeia.
Referências
JUNGES, V. C.; CASTRO, B. L. G.; KNEIPP, J. M.; COSTA, V. M. F. Dimensão social da sustentabilidade e ação coletiva: articulações são possíveis? Amazônia, Organizações e Sustentabilidade, v. 11, n. 2, p. 128-142, 2022. KNEZ, K.; PODKALICKA, A.; JERNEJCIC, B.; STARE, J. An extended approach to value chain analysis. Journal of Economic Structures, v. 10, n. 1, p. 1-18, 2021. NASCIMENTO, A. S.; MORAES, L. G. S.; MOREIRA, É. C. Bioeconomy and climate changes: agro-extractivist cooperatives experiences in the Brazilian Amazon. Sustentabilidade em Debate, v. 15, n. 2, p. 137-152, 2024.