Resumo

Título do Artigo

HARMONIZAÇÃO DE DADOS DA ECONOMIA CIRCULAR
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Tema

Operações sustentáveis e Economia Circular

Autores

Nome
1 - GUSTAVO LIMA CEZARIO
UNB Universidade de Brasília - PPGA Responsável pela submissão
2 - Patricia Guarnieri
Universidade de Brasília -

Reumo

Introdução
Pela primeira vez, Economia Circular e Pequenos Empreendedores estão indicados como dias temáticos da COP do Clima. Mais uma evidência de que cresce o número de atores que se comprometem a acelerar a transição para uma economia circular, reconhecendo ainda o papel relevante das pequenas empresas para combater as mudanças climáticas. O debate atual é como promover a integração de diferentes setores e fomentar uma linguagem comum para o avanço da Economia Circular no país, de forma inclusiva e alinhada à realidade brasileira.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Neste sentido, este artigo tem como objetivo apresentar o mapeamento do estado da arte sobre EC, por meio da oficina realizada com diferentes atores públicos e privados. Foram debatidos os principais gargalos para a elaboração de uma plataforma de dados sobre Economia Circular, oportunidades e desafios, bem como identificado o panorama da atuação dos diferentes atores em relação aos dados sobre Economia Circular. Os resultados foram analisados por meio da análise de conteúdo e abordou aspectos do nível micro ao nível macro, especialmente em relação aos dados territoriais e de pequenas empresas
Fundamentação Teórica
Apesar dos governos locais serem categorizados no nível operacional macro por Kirchherr, Reike e Hekkert (2017), estes atores também atuam nos níveis meso e micro. Uma segunda premissa importante a ser esclarecida é a distinção entre cidades circulares, que aborda o contexto urbano, e ações implementadas pelos governos locais na Economia Circular. Uma terceira premissa é que a influência de Stakeholders é fator determinante para o desempenho de governos locais na Economia Circular.
Metodologia
Trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada, de abordagem qualitativa e de caráter exploratório, adequada para investigar fenômenos complexos e pouco estudados, como a Economia Circular no contexto brasileiro, em um processo que requer a integração de múltiplas perspectivas (Creswell, 2014; Yin, 2015). O método foi estruturado para promover a construção coletiva de conhecimento, alinhando-se a uma perspectiva participativa, que reconhece a importância do engajamento dos atores diretamente envolvidos para a compreensão de práticas e lacunas de dados (Chambers, 1994).
Análise e Discussão dos Resultados
A agenda climática dos governos locais deve incluir os pequenos empreendedores, incentivando a adoção de práticas circulares na direção de metas líquidas zero. Parcerias público-privadas são importantes mecanismos para compartilhar e reduzir os riscos de investimento em projetos de Economia Circular. Neste sentido, banco de dados deve ser capaz de monitorar avanços no nível micro da empresa, absorvendo as transações privadas, abrangendo resíduos industriais, agrícolas, minerais, valores recuperados em energia pela biomassa, créditos gerados de carbono, de logística reversa.
Considerações Finais
Banco de dados em Economia Circular no Brasil deve ser capaz de monitorar a transformação a partir dos territórios. A atual fase requer a estruturação de um quadro analítico de indicadores de forma participativa com as principais instâncias de governo, instituições privadas, academia e sociedade civil. Em seguida, o modelo de governança para gestão destes dados deve ser definido. A escolha da plataforma tecnológica indicará a capacidade de integração em Big datas, com uso da inteligência artificial para indicar modelos de negócios e políticas públicas efetivas.
Referências
Bandeira, G. L., Ferasso, M., & Tortato, U. (2025). Circular economy maturity framework for SMEs. Resources, Conservation & Recycling Advances, 200275. Bardin, L. (2016). Análise de conteúdo. São Paulo: Edições, 70.Brown, J., & Isaacs, D. (2005). The World Café: Shaping our futures through conversations that matter. San Francisco: Berrett-Koehler Publishers. Chambers, R. (1994). Participatory rural appraisal (PRA): Analysis of experience. World Development, 22(9), 1253–1268. Creswell, J. W. (2014). Investigação qualitativa e projeto de pesquisa: escolhendo entre cinco abordagens (3ª ed.)