Resumo

Título do Artigo

CONSUMISMO NA INDÚSTRIA DA MODA: UM ESTUDO APROFUNDADO SOBRE OS IMPACTOS SOCIAIS, AMBIENTAIS E ECONÔMICOS E ALTERNATIVAS DE CONSUMO SUSTENTÁVEL
Abrir Arquivo

Tema

Marketing e Sustentabilidade

Autores

Nome
1 - Isabela Maria Lopes Cespi de Oliveira
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo , PUC-SP - Monte Alegre Responsável pela submissão
2 - Roberto Sanches Padula
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - FEA

Reumo

Introdução
A moda evoluiu de função protetiva para expressão cultural, social e econômica. A globalização intensificou o acesso a produtos e acelerou a competitividade, consolidando o modelo fast fashion, marcado por produção em massa e obsolescência rápida. Em resposta, o slow fashion propõe práticas sustentáveis, éticas e duráveis. A pesquisa parte dessa dualidade para investigar o consumismo na moda e suas implicações sociais, ambientais e econômicas no contexto contemporâneo.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O consumismo na moda, impulsionado pelo fast fashion, gera impactos negativos como poluição, descarte excessivo e exploração laboral. A pesquisa busca compreender esse fenômeno e propor alternativas sustentáveis. O objetivo é analisar os padrões de consumo, especialmente entre jovens universitários, e identificar práticas conscientes como o uso prolongado das peças, o consumo em brechós e a valorização da durabilidade e da ética na produção.
Fundamentação Teórica
O fast fashion é marcado por produção acelerada e descartabilidade, com impactos ambientais e sociais (Bhutia, 2020). Em contraste, o slow fashion propõe durabilidade, ética e sustentabilidade (Legnaioli, 2025). Brechós surgem como alternativa circular, promovendo reuso e acessibilidade (Fletcher & Tham, 2019; Silva & Oliveira, 2021). O consumo consciente é múltiplo e culturalmente enraizado, não devendo ser tratado como modelo único.
Metodologia
A pesquisa utilizou abordagem mista: revisão bibliográfica, entrevistas com consumidores e vendedores de brechós, e aplicação de questionário baseado na escala NEP (Dunlap & Van Liere, 1978). A amostra foi composta por estudantes da PUC-SP, com foco em hábitos de consumo, consciência ambiental e adesão a práticas sustentáveis. A coleta de dados buscou compreender motivações ligadas ao consumo consciente e à rejeição ao fast fashion.
Análise e Discussão dos Resultados
Os dados revelam crescente adesão ao consumo consciente entre estudantes, com destaque para o uso prolongado das roupas e aceitação dos brechós. Barreiras econômicas e culturais ainda limitam práticas sustentáveis. A renda e o gênero influenciam comportamentos. As visitas a mercados e brechós na Itália mostraram que o consumo sustentável se manifesta de forma espontânea e diversa, reforçando que práticas conscientes são moldadas por contextos culturais e sociais.
Considerações Finais
A pesquisa evidencia que o consumismo na moda é um fenômeno complexo, influenciado por fatores culturais, sociais e econômicos. A sustentabilidade não pode ser tratada como conceito único, mas como prática adaptada a contextos locais. Iniciativas como o Brechó do Estagiário na PUC-SP mostram que ações acessíveis, cotidianas e colaborativas podem promover mudanças reais. O consumo consciente depende de informação, acessibilidade e valorização da durabilidade.
Referências
Associazione Conciatori (2025); Assunção, Martinez & de Jacques (2021); Beasy (2019); Bhutia (2020); Blackwell, Miniard & Engel (2001); Calíope & Conceição (2014); Corrêa & Dubeux (2015); Crispim et al. (2022); Dunlap & Van Liere (1978); Fletcher & Tham (2019); Engel, Blackwell & Miniard (1995); Legnaioli (2025); Nassimbem et al. (2023); Santos (2022); Silva & Assis (2024); Silva & Oliveira (2021); ThredUp (2023); Mena (2025); Nunes & Silveira (2016); Ponte (2018); Sampaio (2024); Santaella & Noth (2021); Cietta (2019); Nuvoli (2024); Gleilson & Gambo (2024).